quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Nós do morro!
Mostro minha negritude.
Meu cabelo é afro-reggae.
Minha pele é dourada
Meu swing é da bamba,
o meu samba é molejo.
Minha vida é na sarjeta,
trabalho duro e ganho pouco.
Mas meu swing é show de bola,
minha alegria contagia.
Tudo com nós já vira festa.
No terreiro ou lá no mar
Iemanjá vai me guiar,
proteger dos olhos grandes.
Do povo do asfalto inconsequente.
Que insistem em reclamar,
dizendo que aqui não é meu lugar.
Desculpa aí meu irmão.
Nesse lugar eu vou ficar.
Daqui jamais vou sair.
Minhas raízes estão aqui.
Por Lais Adelita Herrmann
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Adelita, adorei, adorei, adorei! Digna de uma grande escritora mesmo.
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