sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Carta de um filho do Iraque
Malditos conspiradores de um povo.
Sangue derramado de novo.
Paz nessa terra é palavra estrangeira.
Amor ao próximo é sujeira.
Fico só, pensando nessa guerra.
Que nunca tem fim só atormenta.
Toda uma pátria, famílias, casa, crianças coitadas.
Contudo prefiro erguer a bandeira da paz.
Esconder a bandeira preta.
Ver que só o amor pode enfrentar barreiras.
Acordar e ver, é realidade.
Lutar por paz, por liberdade.
Ver que tudo não é desigualdade.
O sonho começará para nossos filhos.
Mamas de leite estão a caminho.
Mamãe , me perdoe por te abandonar.
Sou um filho do iraque, filho da guerra
E também morrerei por ela,
antes que seu neto vá em meu lugar.
por Lais Adelita Herrmann.
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